Prensa Mecânica para Extração de Óleo Vegetal e Gorduras Animais
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Artigo Técnico: Prensa Mecânica para Extração de Óleo Vegetal e Gorduras Animais. O que É, Como Funciona e Aplicações Industriais
1. O que é a Prensa Mecânica para Extração de Óleo Vegetal e Gorduras Animais
A prensa mecânica é um equipamento industrial destinado à extração física de óleos vegetais e gorduras animais através da aplicação de elevadas forças de compressão sobre uma matéria-prima previamente preparada.
O equipamento é amplamente utilizado na indústria de processamento de oleaginosas, produção de biodiesel, fabricação de alimentos, graxarias, frigoríficos, fábricas de rações e unidades de reciclagem de resíduos de origem animal.
Sua principal função consiste em separar a fase líquida oleosa da fase sólida, produzindo simultaneamente óleo ou gordura bruta e um resíduo sólido conhecido como torta, farelo ou crackling.
Entre os produtos mais processados destacam-se soja, girassol, canola, algodão, amendoim, coco, mamona, palma, resíduos bovinos, resíduos suínos, resíduos avícolas e resíduos de pescado.
2. Origem e Evolução
Os primeiros sistemas de prensagem surgiram há milhares de anos para produção de azeite de oliva e extração de óleos vegetais destinados à alimentação e iluminação.
Inicialmente eram utilizadas prensas manuais de madeira acionadas por alavancas ou sistemas rudimentares de pesos.
Com a Revolução Industrial surgiram as primeiras prensas metálicas, seguidas posteriormente pelas prensas contínuas de rosca sem-fim, também conhecidas como expellers.
Durante o século XX ocorreram importantes avanços tecnológicos envolvendo:
- Aços especiais resistentes ao desgaste.
- Sistemas automáticos de alimentação.
- Controle eletrônico de operação.
- Monitoramento de torque.
- Controle de temperatura.
- Sistemas de lubrificação automatizada.
Atualmente as prensas modernas podem operar continuamente durante 24 horas por dia, integradas a linhas completas de processamento industrial.
3. Como Funciona
O princípio de funcionamento baseia-se na compressão progressiva da matéria-prima.
Inicialmente o produto passa por etapas de preparação que podem incluir:
- Limpeza.
- Trituração.
- Moagem.
- Cozimento.
- Condicionamento térmico.
- Extrusão.
Após essa preparação, o material é alimentado na prensa.
Uma rosca sem-fim transporta continuamente a matéria-prima para regiões cada vez mais restritivas da câmara de prensagem.
À medida que a pressão aumenta, ocorre o rompimento das células oleosas e a separação da fração líquida.
O óleo ou gordura atravessa frestas, barras ou telas filtrantes presentes na estrutura da prensa.
Ao final do equipamento ocorre a descarga do material sólido residual.
O processo ocorre continuamente e pode atingir elevadas capacidades produtivas.
4. Diferença entre Prensa e Extrusora
Embora muitas vezes sejam confundidas, prensa e extrusora possuem funções completamente distintas.
A extrusora tem como objetivo cozinhar, homogeneizar e romper as estruturas celulares da matéria-prima através da combinação de pressão, atrito e temperatura.
Já a prensa possui como objetivo principal separar fisicamente o óleo ou gordura do material sólido.
Em muitas indústrias ambos os equipamentos trabalham em conjunto.
Fluxo típico:
Limpeza → Moagem → Extrusora → Prensa → Óleo Bruto + Farelo
A extrusora prepara o produto.
A prensa realiza a extração.
5. Principais Componentes
Os principais componentes de uma prensa mecânica incluem:
Rosca prensadora
Responsável pelo transporte e compressão da matéria-prima.
Câmara de prensagem
Local onde ocorre a extração.
Barras filtrantes ou gaiola
Permitem a saída do óleo e retenção da torta.
Cone de contrapressão
Controla a resistência na descarga.
Eixo principal
Transmite os esforços mecânicos.
Motor elétrico
Fornece potência ao sistema.
Redutor de velocidade
Converte rotação em torque.
Sistema de alimentação
Controla o fluxo de entrada do material.
Estrutura metálica
Suporta os esforços operacionais.
6. Tipos de Equipamento
Existem diversos tipos de prensas industriais.
Prensa de Rosca Simples
Mais comum no processamento de oleaginosas.
Prensa de Dupla Rosca
Utilizada em aplicações especiais e materiais de difícil processamento.
Prensa Expeller Tradicional
Projeto clássico utilizado mundialmente.
Prensa para Pré-Prensagem
Empregada antes da extração por solventes.
Prensa de Extração Total
Projetada para maximizar a recuperação de óleo.
Prensa para Graxarias
Desenvolvida especificamente para gorduras animais.
7. Configurações e Sistemas
As prensas modernas podem incorporar diversos recursos adicionais:
- Controle automático de alimentação.
- Inversores de frequência.
- Controle eletrônico de torque.
- Sistema de aquecimento.
- Controle de temperatura.
- Lubrificação automática.
- Sensores de pressão.
- Monitoramento remoto.
- Integração com CLP industrial.
- Sistemas supervisórios.
Esses recursos aumentam a produtividade e reduzem perdas operacionais.
8. Aplicações Industriais
As prensas mecânicas são utilizadas em diversos setores industriais:
- Indústria de óleo de soja.
- Indústria de óleo de girassol.
- Indústria de óleo de canola.
- Indústria de óleo de algodão.
- Indústria de óleo de amendoim.
- Produção de biodiesel.
- Produção de óleos alimentícios.
- Produção de azeites especiais.
- Graxarias bovinas.
- Graxarias suínas.
- Graxarias avícolas.
- Processamento de pescado.
- Produção de sebo industrial.
- Produção de farinha de carne e ossos.
- Produção de ração animal.
9. Produção e Parâmetros Operacionais
A capacidade produtiva varia conforme o modelo e a aplicação.
Pequenas unidades podem processar algumas centenas de quilogramas por hora.
Grandes plantas industriais podem ultrapassar dezenas de toneladas por hora.
Os principais parâmetros operacionais são:
- Umidade da matéria-prima.
- Temperatura.
- Pressão interna.
- Rotação da rosca.
- Torque aplicado.
- Consumo energético.
- Teor residual de óleo ou gordura.
10. Temperatura de Processamento
A temperatura possui influência direta sobre a eficiência da extração.
Nas oleaginosas normalmente o condicionamento ocorre entre 80°C e 110°C.
O aquecimento reduz a viscosidade do óleo e facilita sua liberação.
Nas graxarias, após o cozimento dos resíduos animais, as temperaturas de prensagem normalmente variam entre 90°C e 130°C.
Temperaturas inadequadas podem reduzir o rendimento e aumentar o desgaste dos componentes internos.
11. Pressão de Trabalho
Durante a operação são desenvolvidas pressões extremamente elevadas no interior da câmara de prensagem.
Dependendo do produto e da configuração da máquina, as pressões internas podem superar:
- 50 bar.
- 100 bar.
- 200 bar.
A pressão efetiva depende da geometria da rosca, da contrapressão aplicada e das características da matéria-prima.
12. Potência Instalada e Consumo Energético

O consumo de energia varia conforme a capacidade produtiva e o material processado.
Como referência prática, projetos industriais costumam trabalhar com aproximadamente:
- 5 a 15 CV por tonelada/hora de matéria-prima processada.
Prensas de pequeno porte podem utilizar motores de 20 a 40 CV.
Equipamentos médios operam frequentemente entre 75 e 150 CV.
Grandes instalações industriais podem utilizar motores superiores a 250 CV.
O consumo energético é um dos fatores mais importantes na avaliação econômica do processo.
13. Eficiência de Extração e Óleo Residual
A eficiência da extração depende da qualidade da matéria-prima, temperatura, regulagem da prensa e estado dos componentes internos.
Prensas industriais modernas podem recuperar entre 70% e 95% do óleo ou gordura disponível na matéria-prima.


Em equipamentos bem regulados é possível reduzir significativamente o teor residual de óleo ou gordura presente na torta.
Cada ponto percentual adicional de recuperação pode representar importantes ganhos econômicos ao longo do ano.
14. Principais Peças de Desgaste

As peças sujeitas a desgaste natural incluem:
Rosca prensadora
Principal componente de desgaste da máquina.
Camisas e anéis de compressão
Responsáveis pela formação das zonas de pressão.
Barras filtrantes
Permitem a drenagem do óleo.
Cone de contrapressão
Controla a pressão de descarga.
Buchas e mancais
Sofrem desgaste por atrito contínuo.
Rolamentos
Itens de manutenção periódica.
Retentores e vedações
Necessitam substituição preventiva.
O desgaste desses componentes influencia diretamente a produtividade e a eficiência da extração.
15. Vantagens
Entre as principais vantagens destacam-se:
- Operação contínua.
- Elevada produtividade.
- Alta confiabilidade.
- Redução do uso de solventes.
- Menor impacto ambiental.
- Possibilidade de automação.
- Produção simultânea de óleo e farelo comercializável.
- Boa relação entre investimento e capacidade produtiva.
16. Limitações
Algumas limitações devem ser consideradas:
- Desgaste natural dos componentes internos.
- Necessidade de matéria-prima preparada adequadamente.
- Consumo energético significativo em grandes capacidades.
- Necessidade de manutenção preventiva.
- Eficiência dependente da regulagem operacional.
17. Cuidados ao Comprar Usado
Ao adquirir uma prensa usada recomenda-se avaliar:
- Estado da rosca prensadora.
- Desgaste das camisas.
- Desgaste das barras filtrantes.
- Condição do eixo principal.
- Estado dos rolamentos.
- Funcionamento do redutor.
- Histórico de manutenção.
- Disponibilidade de peças de reposição.
Em muitas situações o conjunto interno da prensa possui valor superior à aparência externa do equipamento.
18. Principais Fabricantes
Entre os fabricantes mais conhecidos destacam-se:
Nacionais
- Piratininga
- Ecirtec
- Tecnopress
- Equipamentos para Graxarias Tectru
Internacionais
- Andritz
- CPM
- French Oil Mill Machinery
- Alfa Laval
- Crown Iron Works
- Reinartz
- Kumar Metal Industries
- Mivalt
Considerações Finais
A prensa mecânica para extração de óleo vegetal e gorduras animais é um dos equipamentos mais importantes das cadeias produtivas de alimentos, biodiesel, graxarias e reciclagem de resíduos industriais.
Sua capacidade de operar continuamente, associada à elevada eficiência de recuperação de óleo e gordura, torna esse equipamento indispensável em inúmeras aplicações industriais.
A correta seleção do modelo, aliada à manutenção adequada e ao monitoramento dos componentes de desgaste, é fundamental para garantir elevados índices de produtividade e rentabilidade.
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Artigo Técnico: Prensa Mecânica para Extração de Óleo Vegetal e Gorduras Animais. O que É, Como Funciona e Aplicações Industriais
1. O que é a Prensa Mecânica para Extração de Óleo Vegetal e Gorduras Animais
A prensa mecânica é um equipamento industrial destinado à extração física de óleos vegetais e gorduras animais através da aplicação de elevadas forças de compressão sobre uma matéria-prima previamente preparada.
O equipamento é amplamente utilizado na indústria de processamento de oleaginosas, produção de biodiesel, fabricação de alimentos, graxarias, frigoríficos, fábricas de rações e unidades de reciclagem de resíduos de origem animal.
Sua principal função consiste em separar a fase líquida oleosa da fase sólida, produzindo simultaneamente óleo ou gordura bruta e um resíduo sólido conhecido como torta, farelo ou crackling.
Entre os produtos mais processados destacam-se soja, girassol, canola, algodão, amendoim, coco, mamona, palma, resíduos bovinos, resíduos suínos, resíduos avícolas e resíduos de pescado.
2. Origem e Evolução
Os primeiros sistemas de prensagem surgiram há milhares de anos para produção de azeite de oliva e extração de óleos vegetais destinados à alimentação e iluminação.
Inicialmente eram utilizadas prensas manuais de madeira acionadas por alavancas ou sistemas rudimentares de pesos.
Com a Revolução Industrial surgiram as primeiras prensas metálicas, seguidas posteriormente pelas prensas contínuas de rosca sem-fim, também conhecidas como expellers.
Durante o século XX ocorreram importantes avanços tecnológicos envolvendo:
- Aços especiais resistentes ao desgaste.
- Sistemas automáticos de alimentação.
- Controle eletrônico de operação.
- Monitoramento de torque.
- Controle de temperatura.
- Sistemas de lubrificação automatizada.
Atualmente as prensas modernas podem operar continuamente durante 24 horas por dia, integradas a linhas completas de processamento industrial.
3. Como Funciona
O princípio de funcionamento baseia-se na compressão progressiva da matéria-prima.
Inicialmente o produto passa por etapas de preparação que podem incluir:
- Limpeza.
- Trituração.
- Moagem.
- Cozimento.
- Condicionamento térmico.
- Extrusão.
Após essa preparação, o material é alimentado na prensa.
Uma rosca sem-fim transporta continuamente a matéria-prima para regiões cada vez mais restritivas da câmara de prensagem.
À medida que a pressão aumenta, ocorre o rompimento das células oleosas e a separação da fração líquida.
O óleo ou gordura atravessa frestas, barras ou telas filtrantes presentes na estrutura da prensa.
Ao final do equipamento ocorre a descarga do material sólido residual.
O processo ocorre continuamente e pode atingir elevadas capacidades produtivas.
4. Diferença entre Prensa e Extrusora
Embora muitas vezes sejam confundidas, prensa e extrusora possuem funções completamente distintas.
A extrusora tem como objetivo cozinhar, homogeneizar e romper as estruturas celulares da matéria-prima através da combinação de pressão, atrito e temperatura.
Já a prensa possui como objetivo principal separar fisicamente o óleo ou gordura do material sólido.
Em muitas indústrias ambos os equipamentos trabalham em conjunto.
Fluxo típico:
Limpeza → Moagem → Extrusora → Prensa → Óleo Bruto + Farelo
A extrusora prepara o produto.
A prensa realiza a extração.
5. Principais Componentes
Os principais componentes de uma prensa mecânica incluem:
Rosca prensadora
Responsável pelo transporte e compressão da matéria-prima.
Câmara de prensagem
Local onde ocorre a extração.
Barras filtrantes ou gaiola
Permitem a saída do óleo e retenção da torta.
Cone de contrapressão
Controla a resistência na descarga.
Eixo principal
Transmite os esforços mecânicos.
Motor elétrico
Fornece potência ao sistema.
Redutor de velocidade
Converte rotação em torque.
Sistema de alimentação
Controla o fluxo de entrada do material.
Estrutura metálica
Suporta os esforços operacionais.
6. Tipos de Equipamento
Existem diversos tipos de prensas industriais.
Prensa de Rosca Simples
Mais comum no processamento de oleaginosas.
Prensa de Dupla Rosca
Utilizada em aplicações especiais e materiais de difícil processamento.
Prensa Expeller Tradicional
Projeto clássico utilizado mundialmente.
Prensa para Pré-Prensagem
Empregada antes da extração por solventes.
Prensa de Extração Total
Projetada para maximizar a recuperação de óleo.
Prensa para Graxarias
Desenvolvida especificamente para gorduras animais.
7. Configurações e Sistemas
As prensas modernas podem incorporar diversos recursos adicionais:
- Controle automático de alimentação.
- Inversores de frequência.
- Controle eletrônico de torque.
- Sistema de aquecimento.
- Controle de temperatura.
- Lubrificação automática.
- Sensores de pressão.
- Monitoramento remoto.
- Integração com CLP industrial.
- Sistemas supervisórios.
Esses recursos aumentam a produtividade e reduzem perdas operacionais.
8. Aplicações Industriais
As prensas mecânicas são utilizadas em diversos setores industriais:
- Indústria de óleo de soja.
- Indústria de óleo de girassol.
- Indústria de óleo de canola.
- Indústria de óleo de algodão.
- Indústria de óleo de amendoim.
- Produção de biodiesel.
- Produção de óleos alimentícios.
- Produção de azeites especiais.
- Graxarias bovinas.
- Graxarias suínas.
- Graxarias avícolas.
- Processamento de pescado.
- Produção de sebo industrial.
- Produção de farinha de carne e ossos.
- Produção de ração animal.
9. Produção e Parâmetros Operacionais
A capacidade produtiva varia conforme o modelo e a aplicação.
Pequenas unidades podem processar algumas centenas de quilogramas por hora.
Grandes plantas industriais podem ultrapassar dezenas de toneladas por hora.
Os principais parâmetros operacionais são:
- Umidade da matéria-prima.
- Temperatura.
- Pressão interna.
- Rotação da rosca.
- Torque aplicado.
- Consumo energético.
- Teor residual de óleo ou gordura.
10. Temperatura de Processamento
A temperatura possui influência direta sobre a eficiência da extração.
Nas oleaginosas normalmente o condicionamento ocorre entre 80°C e 110°C.
O aquecimento reduz a viscosidade do óleo e facilita sua liberação.
Nas graxarias, após o cozimento dos resíduos animais, as temperaturas de prensagem normalmente variam entre 90°C e 130°C.
Temperaturas inadequadas podem reduzir o rendimento e aumentar o desgaste dos componentes internos.
11. Pressão de Trabalho
Durante a operação são desenvolvidas pressões extremamente elevadas no interior da câmara de prensagem.
Dependendo do produto e da configuração da máquina, as pressões internas podem superar:
- 50 bar.
- 100 bar.
- 200 bar.
A pressão efetiva depende da geometria da rosca, da contrapressão aplicada e das características da matéria-prima.
12. Potência Instalada e Consumo Energético

O consumo de energia varia conforme a capacidade produtiva e o material processado.
Como referência prática, projetos industriais costumam trabalhar com aproximadamente:
- 5 a 15 CV por tonelada/hora de matéria-prima processada.
Prensas de pequeno porte podem utilizar motores de 20 a 40 CV.
Equipamentos médios operam frequentemente entre 75 e 150 CV.
Grandes instalações industriais podem utilizar motores superiores a 250 CV.
O consumo energético é um dos fatores mais importantes na avaliação econômica do processo.
13. Eficiência de Extração e Óleo Residual
A eficiência da extração depende da qualidade da matéria-prima, temperatura, regulagem da prensa e estado dos componentes internos.
Prensas industriais modernas podem recuperar entre 70% e 95% do óleo ou gordura disponível na matéria-prima.


Em equipamentos bem regulados é possível reduzir significativamente o teor residual de óleo ou gordura presente na torta.
Cada ponto percentual adicional de recuperação pode representar importantes ganhos econômicos ao longo do ano.
14. Principais Peças de Desgaste

As peças sujeitas a desgaste natural incluem:
Rosca prensadora
Principal componente de desgaste da máquina.
Camisas e anéis de compressão
Responsáveis pela formação das zonas de pressão.
Barras filtrantes
Permitem a drenagem do óleo.
Cone de contrapressão
Controla a pressão de descarga.
Buchas e mancais
Sofrem desgaste por atrito contínuo.
Rolamentos
Itens de manutenção periódica.
Retentores e vedações
Necessitam substituição preventiva.
O desgaste desses componentes influencia diretamente a produtividade e a eficiência da extração.
15. Vantagens
Entre as principais vantagens destacam-se:
- Operação contínua.
- Elevada produtividade.
- Alta confiabilidade.
- Redução do uso de solventes.
- Menor impacto ambiental.
- Possibilidade de automação.
- Produção simultânea de óleo e farelo comercializável.
- Boa relação entre investimento e capacidade produtiva.
16. Limitações
Algumas limitações devem ser consideradas:
- Desgaste natural dos componentes internos.
- Necessidade de matéria-prima preparada adequadamente.
- Consumo energético significativo em grandes capacidades.
- Necessidade de manutenção preventiva.
- Eficiência dependente da regulagem operacional.
17. Cuidados ao Comprar Usado
Ao adquirir uma prensa usada recomenda-se avaliar:
- Estado da rosca prensadora.
- Desgaste das camisas.
- Desgaste das barras filtrantes.
- Condição do eixo principal.
- Estado dos rolamentos.
- Funcionamento do redutor.
- Histórico de manutenção.
- Disponibilidade de peças de reposição.
Em muitas situações o conjunto interno da prensa possui valor superior à aparência externa do equipamento.
18. Principais Fabricantes
Entre os fabricantes mais conhecidos destacam-se:
Nacionais
- Piratininga
- Ecirtec
- Tecnopress
- Equipamentos para Graxarias Tectru
Internacionais
- Andritz
- CPM
- French Oil Mill Machinery
- Alfa Laval
- Crown Iron Works
- Reinartz
- Kumar Metal Industries
- Mivalt
Considerações Finais
A prensa mecânica para extração de óleo vegetal e gorduras animais é um dos equipamentos mais importantes das cadeias produtivas de alimentos, biodiesel, graxarias e reciclagem de resíduos industriais.
Sua capacidade de operar continuamente, associada à elevada eficiência de recuperação de óleo e gordura, torna esse equipamento indispensável em inúmeras aplicações industriais.
A correta seleção do modelo, aliada à manutenção adequada e ao monitoramento dos componentes de desgaste, é fundamental para garantir elevados índices de produtividade e rentabilidade.
Fale com a Granelli – Ativos Industriais
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