Mesa de Gravidade
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ARTIGO TÉCNICO: MESA DE GRAVIDADE (DENSIMÉTRICA) – O QUE É, COMO FUNCIONA E SUAS APLICAÇÕES
1. O Que é uma Mesa de Gravidade?
A Mesa de Gravidade, também conhecida como Mesa Densimétrica, é um equipamento utilizado para classificar materiais sólidos com base em suas diferenças de densidade específica.
É amplamente empregada no beneficiamento de grãos, sementes, café, feijão e outros produtos agrícolas, permitindo a separação de materiais de maior e menor densidade para elevar a qualidade e a uniformidade do produto final.
Diferentemente das máquinas de limpeza, que realizam a separação principalmente por tamanho, formato e impurezas, a mesa densimétrica atua sobre a diferença de massa específica dos materiais, removendo grãos chochos, ardidos, malformados, atacados por insetos e outros defeitos que comprometem a qualidade do lote.
Por sua elevada precisão, a Mesa de Gravidade é considerada um dos equipamentos mais importantes nas Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS), cooperativas, cerealistas e indústrias que buscam produzir lotes de alto padrão de qualidade.
2. Como Funciona a Mesa de Gravidade?
O processo de separação ocorre pela ação simultânea de três fatores:
- Vibração do deck;
- Fluxo de ar insuflado;
- Inclinação longitudinal e transversal da mesa.
O produto é distribuído uniformemente sobre um deck perfurado.
O ventilador insufla ar através das perfurações, formando um colchão de ar que promove a fluidização parcial do material. Durante esse processo ocorre a estratificação, fazendo com que os grãos de maior densidade permaneçam em contato com o deck, enquanto os materiais mais leves permanecem nas camadas superiores.
A vibração movimenta continuamente o produto e, juntamente com as inclinações da mesa, direciona cada fração para sua respectiva saída.
Como resultado:
- os materiais mais pesados deslocam-se para uma extremidade da mesa;
- os materiais intermediários são separados em diferentes faixas;
- os materiais leves seguem para a extremidade oposta.
3. Principais Partes da Mesa de Gravidade
Os principais componentes são:
- Caixa de alimentação;
- Deck (mesa perfurada);
- Sistema de vibração;
- Sistema de ventilação;
- Câmara de ar (Plenum);
- Sistema de regulagem;
- Bicas de descarga;
- Estrutura metálica e sistema de amortecimento.
Caixa de Alimentação
Responsável por distribuir continuamente o produto sobre toda a largura do deck.
Uma alimentação uniforme é fundamental para manter a eficiência da separação.
Deck (Mesa Perfurada)
É a superfície onde ocorre todo o processo de classificação.
Possui perfurações que permitem a passagem uniforme do ar insuflado.
A área útil do deck é um dos principais fatores que determinam a capacidade produtiva da máquina.
Sistema de Vibração
Movimenta continuamente o produto sobre a mesa, favorecendo a separação entre partículas de diferentes densidades.
Sistema de Ventilação
Produz o fluxo de ar responsável pela formação do colchão de ar e pela estratificação dos materiais.
Câmara de Ar (Plenum)
Distribui o ar de maneira uniforme sob toda a superfície do deck.
Sistema de Regulagem
Permite ajustar:
- vazão de ar;
- intensidade da vibração;
- inclinação longitudinal;
- inclinação transversal.
Esses ajustes determinam diretamente a eficiência da separação.
4. Sistema de Descarga dos Produtos
Após a separação, o produto é conduzido para diferentes bicas conforme sua densidade específica.
Normalmente a mesa possui:
- Bica de produto pesado, destinada aos grãos de melhor qualidade e maior valor comercial;
- Bicas intermediárias, que recebem materiais de densidade intermediária;
- Bica de produto leve, destinada aos materiais de menor densidade.
As frações leves normalmente são compostas por grãos chochos, quebrados, ardidos, malformados ou atacados por insetos. Dependendo da qualidade e da finalidade do beneficiamento, esse material pode ser comercializado como produto de qualidade inferior, destinado a outras aplicações industriais ou encaminhado para descarte como resíduo.
Repasse das Frações Intermediárias
Nas unidades de beneficiamento é muito comum que as frações intermediárias retornem ao processo para um repasse.
Nesse processo, o material volta à própria mesa ou a uma segunda mesa densimétrica instalada em sequência, permitindo recuperar grãos de boa qualidade que permaneceram misturados durante a primeira classificação.
Quanto maior o número de bicas intermediárias, maior tende a ser a flexibilidade operacional e a recuperação de produto comercial.
5. Evolução dos Sistemas de Acionamento
Nos equipamentos mais antigos era comum utilizar um único motor para acionar simultaneamente:
- sistema de vibração;
- ventilação.
Esse sistema apresentava limitações quanto ao ajuste operacional.
Os modelos atuais normalmente utilizam:
- motores independentes;
- inversores de frequência;
- regulagens independentes de vibração e ventilação.
Essa evolução proporciona maior precisão e melhor eficiência de separação.
6. Histórico
A tecnologia das mesas densimétricas foi desenvolvida e aperfeiçoada ao longo do século XX, tendo a Oliver Manufacturing Company como uma das empresas pioneiras na sua difusão comercial.
No Brasil, o equipamento passou a ser amplamente utilizado a partir da década de 1970, acompanhando o crescimento das unidades de beneficiamento de sementes e grãos.
Entre os principais fabricantes destacam-se:
- CASP;
- Cimisa;
- Pinhalense;
- Zamprônio;
- Novo Horizonte;
- Silomax;
- Calli do Brasil;
- Palini & Alves.
7. Aplicações Industriais
Entre as principais aplicações destacam-se:
- milho;
- trigo;
- arroz;
- feijão;
- café;
- soja para sementes;
- sementes de forrageiras;
- sementes de hortaliças;
- sementes diversas.
É um equipamento amplamente utilizado em Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS).
8. Capacidade de Produção
A capacidade depende de diversos fatores, como:
- tipo de produto;
- teor de umidade;
- percentual de impurezas;
- regulagens;
- área útil do deck.
Embora o mercado ainda utilize amplamente a capacidade em sacas por hora, a comparação técnica entre equipamentos deve considerar também a área do deck, que influencia diretamente a eficiência da classificação.
[INSERIR TABELA – MODELOS, CAPACIDADE E ÁREA ÚTIL DO DECK]
| Modelo | Capacidade | Área aproximada do deck |
|---|---|---|
| 25 sc/h | 1,5 t/h | 0,70 a 0,90 m² |
| 50 sc/h | 3,0 t/h | 1,20 a 1,60 m² |
| 80 sc/h | 4,8 t/h | 2,00 a 2,60 m² |
| 120 sc/h | 7,2 t/h | 3,00 a 3,80 m² |
| 200 sc/h | 12,0 t/h | 5,00 a 6,50 m² |
Valores aproximados para milho (60 kg/saca). As dimensões do deck variam conforme o fabricante e o modelo.
9. Fatores Críticos de Operação
A eficiência da separação depende principalmente de:
- regulagem do fluxo de ar;
- intensidade da vibração;
- inclinação longitudinal;
- inclinação transversal;
- uniformidade da alimentação.
Pequenos ajustes nesses parâmetros podem alterar significativamente a qualidade da classificação.
10. Integração com o Processo
A mesa densimétrica deve receber produto previamente limpo e classificado.
Normalmente sua alimentação é realizada por:
- elevadores de canecas;
- transportadores helicoidais;
- correias transportadoras;
- calhas alimentadoras.
A alimentação uniforme é fundamental para manter a capacidade e a eficiência operacional.
11. Benefícios da Mesa de Gravidade
Entre as principais vantagens destacam-se:
- elevada precisão de separação;
- melhoria da qualidade do produto;
- maior uniformidade dos lotes;
- aumento do valor comercial;
- remoção eficiente de grãos defeituosos;
- possibilidade de recuperação por repasse;
- elevada confiabilidade operacional.
12. Cuidados na Aquisição de Equipamentos Usados
Ao avaliar uma mesa densimétrica usada, recomenda-se verificar:
- estado estrutural do chassi;
- desgaste do deck e das perfurações;
- funcionamento do sistema de vibração;
- eficiência dos ventiladores;
- regulagens mecânicas;
- estado dos amortecedores;
- rolamentos;
- motores;
- inversores de frequência (quando existentes).
Também devem ser considerados os custos de:
- desmontagem;
- transporte;
- reinstalação;
- alinhamento;
- comissionamento.
Esses fatores podem representar parcela significativa do investimento total.
Considerações Finais
A Mesa de Gravidade é um dos equipamentos mais eficientes para classificação de grãos e sementes por densidade específica. Quando corretamente regulada e integrada ao processo de beneficiamento, proporciona expressivo aumento da qualidade final, melhora o rendimento operacional e reduz perdas de produto, tornando-se um investimento estratégico para unidades de beneficiamento de todos os portes.
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ARTIGO TÉCNICO: MESA DE GRAVIDADE (DENSIMÉTRICA) – O QUE É, COMO FUNCIONA E SUAS APLICAÇÕES
1. O Que é uma Mesa de Gravidade?
A Mesa de Gravidade, também conhecida como Mesa Densimétrica, é um equipamento utilizado para classificar materiais sólidos com base em suas diferenças de densidade específica.
É amplamente empregada no beneficiamento de grãos, sementes, café, feijão e outros produtos agrícolas, permitindo a separação de materiais de maior e menor densidade para elevar a qualidade e a uniformidade do produto final.
Diferentemente das máquinas de limpeza, que realizam a separação principalmente por tamanho, formato e impurezas, a mesa densimétrica atua sobre a diferença de massa específica dos materiais, removendo grãos chochos, ardidos, malformados, atacados por insetos e outros defeitos que comprometem a qualidade do lote.
Por sua elevada precisão, a Mesa de Gravidade é considerada um dos equipamentos mais importantes nas Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS), cooperativas, cerealistas e indústrias que buscam produzir lotes de alto padrão de qualidade.
2. Como Funciona a Mesa de Gravidade?
O processo de separação ocorre pela ação simultânea de três fatores:
- Vibração do deck;
- Fluxo de ar insuflado;
- Inclinação longitudinal e transversal da mesa.
O produto é distribuído uniformemente sobre um deck perfurado.
O ventilador insufla ar através das perfurações, formando um colchão de ar que promove a fluidização parcial do material. Durante esse processo ocorre a estratificação, fazendo com que os grãos de maior densidade permaneçam em contato com o deck, enquanto os materiais mais leves permanecem nas camadas superiores.
A vibração movimenta continuamente o produto e, juntamente com as inclinações da mesa, direciona cada fração para sua respectiva saída.
Como resultado:
- os materiais mais pesados deslocam-se para uma extremidade da mesa;
- os materiais intermediários são separados em diferentes faixas;
- os materiais leves seguem para a extremidade oposta.
3. Principais Partes da Mesa de Gravidade
Os principais componentes são:
- Caixa de alimentação;
- Deck (mesa perfurada);
- Sistema de vibração;
- Sistema de ventilação;
- Câmara de ar (Plenum);
- Sistema de regulagem;
- Bicas de descarga;
- Estrutura metálica e sistema de amortecimento.
Caixa de Alimentação
Responsável por distribuir continuamente o produto sobre toda a largura do deck.
Uma alimentação uniforme é fundamental para manter a eficiência da separação.
Deck (Mesa Perfurada)
É a superfície onde ocorre todo o processo de classificação.
Possui perfurações que permitem a passagem uniforme do ar insuflado.
A área útil do deck é um dos principais fatores que determinam a capacidade produtiva da máquina.
Sistema de Vibração
Movimenta continuamente o produto sobre a mesa, favorecendo a separação entre partículas de diferentes densidades.
Sistema de Ventilação
Produz o fluxo de ar responsável pela formação do colchão de ar e pela estratificação dos materiais.
Câmara de Ar (Plenum)
Distribui o ar de maneira uniforme sob toda a superfície do deck.
Sistema de Regulagem
Permite ajustar:
- vazão de ar;
- intensidade da vibração;
- inclinação longitudinal;
- inclinação transversal.
Esses ajustes determinam diretamente a eficiência da separação.
4. Sistema de Descarga dos Produtos
Após a separação, o produto é conduzido para diferentes bicas conforme sua densidade específica.
Normalmente a mesa possui:
- Bica de produto pesado, destinada aos grãos de melhor qualidade e maior valor comercial;
- Bicas intermediárias, que recebem materiais de densidade intermediária;
- Bica de produto leve, destinada aos materiais de menor densidade.
As frações leves normalmente são compostas por grãos chochos, quebrados, ardidos, malformados ou atacados por insetos. Dependendo da qualidade e da finalidade do beneficiamento, esse material pode ser comercializado como produto de qualidade inferior, destinado a outras aplicações industriais ou encaminhado para descarte como resíduo.
Repasse das Frações Intermediárias
Nas unidades de beneficiamento é muito comum que as frações intermediárias retornem ao processo para um repasse.
Nesse processo, o material volta à própria mesa ou a uma segunda mesa densimétrica instalada em sequência, permitindo recuperar grãos de boa qualidade que permaneceram misturados durante a primeira classificação.
Quanto maior o número de bicas intermediárias, maior tende a ser a flexibilidade operacional e a recuperação de produto comercial.
5. Evolução dos Sistemas de Acionamento
Nos equipamentos mais antigos era comum utilizar um único motor para acionar simultaneamente:
- sistema de vibração;
- ventilação.
Esse sistema apresentava limitações quanto ao ajuste operacional.
Os modelos atuais normalmente utilizam:
- motores independentes;
- inversores de frequência;
- regulagens independentes de vibração e ventilação.
Essa evolução proporciona maior precisão e melhor eficiência de separação.
6. Histórico
A tecnologia das mesas densimétricas foi desenvolvida e aperfeiçoada ao longo do século XX, tendo a Oliver Manufacturing Company como uma das empresas pioneiras na sua difusão comercial.
No Brasil, o equipamento passou a ser amplamente utilizado a partir da década de 1970, acompanhando o crescimento das unidades de beneficiamento de sementes e grãos.
Entre os principais fabricantes destacam-se:
- CASP;
- Cimisa;
- Pinhalense;
- Zamprônio;
- Novo Horizonte;
- Silomax;
- Calli do Brasil;
- Palini & Alves.
7. Aplicações Industriais
Entre as principais aplicações destacam-se:
- milho;
- trigo;
- arroz;
- feijão;
- café;
- soja para sementes;
- sementes de forrageiras;
- sementes de hortaliças;
- sementes diversas.
É um equipamento amplamente utilizado em Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS).
8. Capacidade de Produção
A capacidade depende de diversos fatores, como:
- tipo de produto;
- teor de umidade;
- percentual de impurezas;
- regulagens;
- área útil do deck.
Embora o mercado ainda utilize amplamente a capacidade em sacas por hora, a comparação técnica entre equipamentos deve considerar também a área do deck, que influencia diretamente a eficiência da classificação.
[INSERIR TABELA – MODELOS, CAPACIDADE E ÁREA ÚTIL DO DECK]
| Modelo | Capacidade | Área aproximada do deck |
|---|---|---|
| 25 sc/h | 1,5 t/h | 0,70 a 0,90 m² |
| 50 sc/h | 3,0 t/h | 1,20 a 1,60 m² |
| 80 sc/h | 4,8 t/h | 2,00 a 2,60 m² |
| 120 sc/h | 7,2 t/h | 3,00 a 3,80 m² |
| 200 sc/h | 12,0 t/h | 5,00 a 6,50 m² |
Valores aproximados para milho (60 kg/saca). As dimensões do deck variam conforme o fabricante e o modelo.
9. Fatores Críticos de Operação
A eficiência da separação depende principalmente de:
- regulagem do fluxo de ar;
- intensidade da vibração;
- inclinação longitudinal;
- inclinação transversal;
- uniformidade da alimentação.
Pequenos ajustes nesses parâmetros podem alterar significativamente a qualidade da classificação.
10. Integração com o Processo
A mesa densimétrica deve receber produto previamente limpo e classificado.
Normalmente sua alimentação é realizada por:
- elevadores de canecas;
- transportadores helicoidais;
- correias transportadoras;
- calhas alimentadoras.
A alimentação uniforme é fundamental para manter a capacidade e a eficiência operacional.
11. Benefícios da Mesa de Gravidade
Entre as principais vantagens destacam-se:
- elevada precisão de separação;
- melhoria da qualidade do produto;
- maior uniformidade dos lotes;
- aumento do valor comercial;
- remoção eficiente de grãos defeituosos;
- possibilidade de recuperação por repasse;
- elevada confiabilidade operacional.
12. Cuidados na Aquisição de Equipamentos Usados
Ao avaliar uma mesa densimétrica usada, recomenda-se verificar:
- estado estrutural do chassi;
- desgaste do deck e das perfurações;
- funcionamento do sistema de vibração;
- eficiência dos ventiladores;
- regulagens mecânicas;
- estado dos amortecedores;
- rolamentos;
- motores;
- inversores de frequência (quando existentes).
Também devem ser considerados os custos de:
- desmontagem;
- transporte;
- reinstalação;
- alinhamento;
- comissionamento.
Esses fatores podem representar parcela significativa do investimento total.
Considerações Finais
A Mesa de Gravidade é um dos equipamentos mais eficientes para classificação de grãos e sementes por densidade específica. Quando corretamente regulada e integrada ao processo de beneficiamento, proporciona expressivo aumento da qualidade final, melhora o rendimento operacional e reduz perdas de produto, tornando-se um investimento estratégico para unidades de beneficiamento de todos os portes.
Fale com a Granelli – Ativos Industriais
Precisa adquirir, vender ou avaliar uma Mesa de Gravidade (Densimétrica)?
A equipe da Granelli está pronta para ajudar você com total segurança e transparência.
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